quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Diário do Twoo

Sempre levando uma vida de cachorro... É o que resta pra ele.
Não interprete mal minhas palavras iniciais, nem sempre as palavras dizem o que realmente quer dizer.
Além desse meu filhote canino, ficar latindo a madrugada toda sem cessar, bater o forte rabinho na porta, como se fosse um grosso chicote ou se dependurar na janela para saber se já estou acordado, isso porque desde seu primeiro latido na madruga, despertei e não consegui mais dormir. Pra chamar minha atenção ele ainda arrasta pelo quintal o que acha pelo caminho.
Depois dessa bagunça toda, ele conseguiu. Só me resta levantar. Coitadinho desse pequenino
Começamos então uma batalha sem fim até o café da manhã. Ele não me deixa vestir as meias, calçar os sapatos e se bobeio tenho que sair pulando num pé só, para resgatar algo que conseguiu pegar. Enquanto vou me lavar, ele toma seu café. As vezes acho um pouco de exagero a mãe dele dar torrada com geleia e queijo, mas ele é só um bebê.
Chegou minha vez de tomar meu delicioso café. Enquanto uma mão pega o delicioso pão com queijo a outra afasta Twoo com um banquinho plástico. Muitas vezes isso não resolve e tenho que apelar por esticar a perna bloqueando sua passagem. Mas fazer oque? É só um filhotinho.
Pra sair de casa e ir ao trabalho é outro desafio. Quando ele não pula nas minhas costas derrubando-me no chão ou me prensando no portão, morde minha mochila puxando-me para trás. Ele sabe que vou sair e luta pra eu ficar.
Quando consigo sair e fechar o portão, algumas vezes nos dias de chuva, sou obrigado a voltar e trocar de roupa. Quando fecho o cadeado, ele bate as patas enlameadas no portão jogando barro em minha camisa. Que lindinho esse meu filhote...
No início, quando a Jackie não estava por aqui, ele passava o dia deitado no portão a minha espera. Muitas vezes quando chegava, lá estava ele na mesma posição e quando eu ia verificar sua comida, estava intacta. Twoo só comia quando eu chegava. Não é um amor?
Enquanto entro no quintal afastando-o para longe e evitando que suje minhas roupas, sei que terei que me preparar para a penúltima batalha do dia. Limpar o quintal.
Basta pegar a vassoura que ele fica doido, corre de um lado para outro, late sem parar e lá vem ele sobre mim. Às vezes consegue pegar a pazinha e é um sufoco para retomá-la. Primeiro que o bichinho corre muito e segundo que quando pego, pra soltar de sua boca é uma luta sem fim. Ele é muito forte, muito mesmo. Eita animalzinho esperto, só quer um pouco de atenção.
No fim da noite lá estamos assistindo TV, cansados, exaustos de tanta correria. Eu deitado no sofá e Twoo encosta sua cabecinha nos meus pés. Lindo de mais esse meu cocholo... Twoo... Twoo..
TWOO SEU ANIMAL! DEVOLVA-ME O MEU CHINELO.
Estava tudo muito em paz, devia ter desconfiado do carinho nos meus pés..
NÃO COME, NÃO COME
Lá vamos novamente.
VENHA CÁ!

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